Não havia mais tempo
para arrependimentos.
Não havia mais tempo
para misericórdia.
Não havia mais tempo
para hesitação.
Até aqui os dois
chegaram, e agora era impossível voltar atrás.
-KAMUIYA!!!
-LÚCIOOOO!!
Lúcio com seu
devastador Mutus Liber, e Kamuiya com uma variação de seu golpe de vento, ambos
avançaram um contra o outro. O golpe de ar do inimigo, capaz de explodir os
gases chocou-se com o punho envolvido por um furacão do ruivo. Meses atrás,
Kamuiya teria sido arremessado a 200 metros de distância ao ser atingido por
aquele golpe...Mas dessa vez...
Os
dois ataques se encontraram e se equilibraram, com um estrondo e uma onda de
choque que destruiria uma área de 4 quarteirões. Agora Kamuiya possuía uma
força equivalente a de Lúcio!
Os rivais se
afastaram, e apenas com um olhar, puderam entender o que o outro estava pensando.
Enquanto Kamuiya parecia estar satisfeito em ter bloqueado aquele ataque que
antes lhe causava tanto dano, Lúcio tomou aquela questão como um desafio.
Novamente, eles se
atacaram com os mesmos golpes.
O resultado foi o
mesmo. A onda de choque abriu uma cratera no chão árido do deserto. Os dois
rivais apenas recuaram alguns passos no meio daquela tempestade de vento que se
originou de seus ataques. Porém, dessa vez...Kamuiya cambaleou.
-“Como imaginei.” –
pensou Lúcio
Enquanto o ruivo se
esforçava ao máximo apenas para equiparar a força de seu soco com a de
Lúcio...O blend de cabelos compridos conseguiria desferir golpes como aquele
por um dia inteiro, sem dificuldade nenhuma.
-Você acha que
conhece a minha força porque me enfrentou uma vez... – disse Lúcio. – Mas diferente
do nosso duelo anterior, agora eu estou levando isto a sério!
-Cala a boca!! – Kamuiya sabia muito bem que o
poder real de Lúcio era muito superior ao que ele havia presenciado.
Pela terceira vez, os
rivais se lançaram um contra o outro com seus socos de vento. Agora parecia uma
questão de honra ver qual dos dois golpes era mais forte. Lúcio sabia que
Kamuiya poderia bloquear seu ataque mais uma vez, mas na próxima, ele com certeza—
-O que?
Um centésimo de
segundo antes dos punhos se chocarem, Lucio sentiu que o arqué de Kamuiya mudou
de ‘vento’ para ‘trevas’. Ao invés de acertar um soco no punho do inimigo,
Kamuiya desviou o braço para baixo acertando o braço com suas garras de sombras
retalhadoras!
Dor.
Uma sensação que
Lúcio não estava acostumado.
Mas, antes que as
garras de Kamuiya pudessem causar um dano significativo, o soco que o inimigo
já havia desferido acertou o ruivo, fazendo-o cair a 50 metros de distância.
Lucio permaneceu olhando
para o ferimento na parte inferior de seu braço. Foi um corte não muito
profundo, que se estendia desde o punho até a junção do antebraço, mas o que
incomodava Lúcio foi o fato de ter sido enganado. Ele podia jurar que seria
atacado por um golpe, mas foi surpreendido por outro.
-Eu sei que ainda há
uma diferença de poderes, mas...Você tem uma grande fraqueza... – disse Kamuiya,
se levantando cuspindo sangue. – Você não
sabe lutar!
-Tch, ainda assim só
conseguiu me arranhar um pouco.
-Farei quantos
arranhões forem necessários!- Ele pretendia se aproveitar da inexperiência do
inimigo enfraquecer Lúcio aos poucos com truques como aqueles, para economizar
seu poder para o momento decisivo da batalha.- Venha!
E novamente, os
rivais se lançaram um contra o outro.
...
Enquanto a luta entre
Kamuiya e Lúcio se desenrolava no deserto, a centenas de quilômetros dali, nos
arredores da mansão, outras pessoas travavam suas próprias batalhas.
De um lado, uma relva
verdejante,e, de outro,a terra sem vida do deserto. A ‘fronteira’ entre a área destruída
por Satanel e a que foi preservada pela força de Tesla, a ‘fronteira’ entre a
vida e a morte, era um campo de batalha mais do que ideal para aquelas duas
mulheres.
Helena e Circe.
Embora estivesse
óbvio qual das duas simbolizaria a ‘vida’ e qual era a ‘morte’...Parecia que os
papeis estavam trocados, pois enquanto Circe permanecia altiva e risonha,
Helena jazia exaurida no chão.
-Haah...Hah... – A garota
nem conseguia mais se contorcer pela dor provocada pelos “estigmas”.
-Yaay, já foram 2... –
Circe saltitava ao redor da irmã, atacando sem pressa, deliciando-se com seu
sofrimento, enquanto podia sentir a consciência de Quione em seu interior ser
igualmente torturada pelo que estava fazendo. – Quanto mais será que você agüenta?
-Essa dor... – Helena
pôs-se de joelhos com extrema dificuldade. – Perto da dor que todas as pessoas
que foram mortas nessa guerra estão sentindo... – Com um salto súbito, a moça
de óculos se levantou determinada – Essa dor não é nada!!
...
Nas ruas da cidade
antiga de Independence, que fora trazida de volta no tempo pelo poder da Physis,
duas mulheres de corpos esculturais se enfrentavam.
Haru, que sempre
carregava um sorriso otimista, estava apavorada.
-“Que poder absurdo é
esse?” – pensava ela, após presenciar a habilidade de Isabel no início do
combate, minutos atrás.
-Eu não queria matar os
amigos do Kamuiya... – Ela pretendia, dessa forma, agradar Lúcio, pois ele
parecia ter um respeito muito grande pelo ruivo e seus amigos. – Mas, parece
que a Ariel pegou um adversário perigoso, eu tenho que terminar isso rápido e
ajudá-la.
E então, puxando sua luva, Isabel avançou com
sua mão na direção de Haru. A garota normalmente iria contra-atacar, mas seu
sentido de principado a alertou de uma energia descomunal se reunindo na palma
daquela mão, e Harukinou desviou a tempo de ver o poder da inimiga.
Isabel errou o alvo,
acertando uma árvore atrás de Haru. Esta, como se estivesse imersa em um
inferno de chamas, carbonizou-se instantaneamente, virando cinzas.
- Reduzir a cinzas
com apenas um toque? – Haru já havia enfrentado inimigos que possuíam venenos
letais ou uma blindagem impenetrável...Mas nada comoa quilo...Nada como alguém
que podia matar instantaneamente com um único e singelo toque. –Essa mulher é a
pessoa mais perigosa que eu já enfrentei!
...
Nos limites de
Independence, onde só haviam poucas casas velhas de madeira isoladas,
misturando-se com a floresta, mais dois oponentes se encaravam.
-Ariel-chan! – disse Darak,
brandindo sua espada de trevas. – Por favor me deixe passar!
-N-não posso! – a menina
também empunhava sua imensa lâmina, mal podendo suportar o peso. Suas pernas
tremiam um pouco, ela estava assustada, porém...- Meus amigos estão contando
comigo!
-“Bad Moment! Ela não
vai sair...” – pensou Darak, que já vinha tentando evitar lutar contra a garota
que gostava desde que se encontraram. – “Eu poderia usar o Ahura Mazda para me
teletransportar, ou virar serafim e sair voando, mas... Segundo o Kamuiya ainda
tem mais um blend poderoso, eu devo guardar minhas energias para ele” – é óbvio
que ele se referia ao fantasma Chester, o mais forte abaixo de Lúcio, que era
quem Kamuiya planejava fazer Darak enfrentar. – “ Felizmente, eu posso atacar
sem machucar ela...”
Darak segurou com
força a Nergal, sua lâmina de sombras que atravessava qualquer barreira física,
não ferindo o corpo do oponente e causando apenas dor se assim ele desejasse.
-Ariel-chan! Me desculpe!!
– Darak avançou, pretendendo usar a espada para fazer Ariel desmaiar de dor sem
feri-la fisicamente. –Só vai doer um pouco!
Ariel soltou um
gritinho assustada quando viu a lâmina vindo em sua direção. Darak, mesmo
sabendo que aquilo não ia machucá-la, fechou os olhos quando desferiu o golpe.
Porém, ele tornou a
abri-los, surpreso, quando sentiu sua lâmina ser bloqueada.
-“Impossível”
Por algum motivo, a
espada de Darak que deveria atravessar qualquer corpo sólido...Foi parada pela
lâmina de Ariel!
...
E, nas planícies
cobertas por grama...
Sem cerimônia, logo
que se viram, Yoro e Samael iniciaram sua luta brutal. Punhos, canelas e
cotovelos cruzavam o ar e encontravam a carne e os ossos dos oponentes. Samael
se lembrava de Yoro do episódio em KauLong, onde este acabou com a arena do
submundo, e Yoro havia sido alertado por Kamuiya sobre um oponente que dominava
o muay thai ancestral.
A ânsia de lutar era
tão grande que ambos até esqueceram de liberar suas energias, e por alguns minutos
apenas trocaram golpes físicos. E, após aquele violento “aquecimento”, ambos se afastaram para
recuperar o fôlego.
-Hahahahaahaha!! –
Samael estava rindo feliz, e, apesar da situação, Yoro também sorria – Eu nem
perguntei seu nome...
-Eu sou Yoro! –
respondeu o anjo de cabelos verdes, preparando-se para outro round.
-E meu nome é Samael!
-PRAZER EM
CONHECÊ-LO! – Disseram os dois enquanto reiniciavam a luta.
...
E no meio da
floresta...
O contrário dos
demais, que já estavam engalfinhados em suas lutas...
Sean e Abel
permaneceram todo esse tempo imóveis. Os dois apenas seguravam suas armas, a
katana de gelo e a espada dos exorcistas, em posição de batalha. Era como se
eles estivessem travando um duelo mental, ambos analisando as possibilidades e
oportunidades de ataque.
Mesmo sem ter
começado, os dois podiam imaginar que aquela luta não iria demorar muito para
terminar.
Tanto Sean quanto Abel
sabiam...O primeiro que fizesse um movimento errado estaria morto.









Ai meu corassaum! *--*
ResponderExcluirAgora sim! AGORA SIM P0H4! *--*
Main evento full power! a tensão a mil por hora... bem como eu imaginava! Não preciso NEM ESCREVER que eu quero logo mais capítulos!
Que comece os cards!
F0d4 Billy j0w! kkkkkkk'
Escreve logo!
hUHuhauhauahuhu desculpe pela demora, esse foi um duplo pra compensar.
ExcluirAs coisas tão mais tranquilas agora no meu cronograma então os próximos capítulos devem sair rápido.
“Eu poderia usar o Ahura Mazda para me teletransportar, ou virar serafim e sair voando, mas... Segundo o Kamuiya ainda tem mais um blend poderoso, eu devo guardar minhas energias para ele”
ExcluirPrevejo uma luta épica! Só isso! vlw flw!
kKKKKKKKKK não tente prever nada no main evento
ExcluirAHsuahusahusahu, caracas, concordo com tuto dito por Alexis e ainda digo mais, nem tente trollar o maaaaaaain event, a luta Darak x Ghost - do outro lado da vida. Ta em nível colossal já ao meu ver xDD
ResponderExcluirGhost uahuahuahuuhaHUhuahauhUAHUH Chester vai chegar gritando "Esse trem é meu!"
ExcluirSHuashuashuashuahsua, "SAIAM DO MEU TREM !!"
ExcluirHUhuahauhauhauhuh vai chutar uma lata nos inimigos
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