Olá pessoal!
Aqui vocês irão ler a última parte da Light Novel 'Devil from Heaven', acompanhando o desfecho das sagas vistas em http://devilfromheavenbr.blogspot.com.br/ (saga inicial) e http://dfhrequiem.blogspot.com.br/ (segunda parte).

Que a batalha final começe!
Boa leitura
Msn para contato: evan_dmc@hotmail.com

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Symphony 20 – Red Autumn


Rasputin, o ex-paladino de Mammon, e Kaliel, o irmão mais velho de Kamuiya começam seu confronto em um escritório.
o prédio da empresa do Kaliel é mais ou menos assim (não sei se dá pra ver direito, essa foi a melhor foto que consegui tirar lá no gta sa kkk)

Visando derrotar o chefe de Kaliel, que emanava uma imensa energia enquanto permanecia trancado em seu gabinete, o demônio não tinha interesse no rapaz. Entretanto, ao ver que o anjo estava disposto a proteger seu chefe, Rasputin lembrou-se de seus tempos de paladino, e do desaparecimento de Mammon, que ele interpretou como ‘abandono’. E por isso, o estranho inimigo e Kaliel trocaram seus primeiros golpes,  ambos acertando um soco na cara do oponente no mesmo instante!

Entretanto... Apesar de Kaliel ter batido com toda a força, Rasputin sequer se desequilibrou com o golpe. E por um instante, o irmão de Kamuiya sentiu como se sua mão estivesse afundando no rosto estranhamente macio e gelado do inimigo...
Ao contrário do oponente, o anjo foi derrubado pelo soco. Mas seus reflexos rápidos e flexibilidade ganhos com o treinamento de capoeira faziam com que aquilo não significasse muita coisa. Logo no instante seguinte, ele girou o corpo no chão e levantou-se dando uma pirueta para o lado, par afastar-se de Rasputin.
Contudo, mesmo tendo recuperado-se instantaneamente daquele ataque, Kaliel estava espantado. Não apenas pelo fato do inimigo mal ter sentido seu soco, mas também pelo tipo de dano que o golpe de Rasputin havia provocado nele... O ferimento que havia no rosto de Kaliel não correspondia ao ferimento que um soco deveria causar. Ao invés disso, sua pele parecia ter sido raspada, como se tivesse sido acertado por algo áspero... E a pele de Rasputin, como Kaliel havia percebido quando atacou, não era áspera, pelo contrario, era muito macia.
E, por estar pensando tanto durante a luta, o ruivo recebeu mais um soco na cara, que sofreu o mesmo tipo de dano.
Após acertar a testa de Kaliel, o demônio desferiu outro soco, mas novamente, os reflexos aguçados do anjo o permitiram desviar daquele ataque. Girando o corpo para o lado, o rapaz não apenas evitou o golpe de Rasputin, como também contra atacou com um chute em suas costelas. Entretanto...
Nada acontece! (e sim, andei jogando asura's wrath recentemente)
 O resultado foi o mesmo do golpe anterior. Rasputin mal se moveu ao receber o golpe. E a sensação de acertar ele... Era como se Kaliel não estivesse atacando algo sólido.
-Ara, você é muito habilidoso. – elogiou o demônio, preparando mais um ataque. – Pelo visto não dá pra te pegar em ataques sequenciais, então vou dar tudo de mim a cada golpe!

Kaliel desviou do golpe do paladino sem dificuldade. As dúvidas a respeito da habilidade de Rasputin ainda pairavam sobre sua cabeça, mas ele sabia que o púnico jeito de descobrir era continuar atacando.
Sem perder tempo, Kaliel aplicou um chute direto na barriga do inimigo. O resultado foi o mesmo, mas o anjo capoeirista não esperou e abaixou-se girando, aplicando uma rasteira. Dessa vez, Rasputin foi derrubado, mas levantou-se rapidamente, recuando.  Com aquele movimento, Kaliel concluiu que o poder do inimigo não era algo do tipo ‘invulnerabilidade’. Se ele não estava sofrendo dano, definitivamente, tinha a ver com o seu corpo estranho.
Kaliel saltou e aplicou algumas voadoras em pleno ar, e mais alguns chutes quando aterrissou e outros tantos enquanto girava ao redor de Rasputin escapando de seus contra-ataques. Todos acertaram o inimigo em cheio, mas não surtiram nenhum efeito. Era como se ele estivesse atingindo um inimigo que fosse feito de gelatina!
-“Ainda não sei porque, mas golpes de impacto direto ou esmagadores não funcionam contra ele...” – pensou o ruivo. – “ Então...Vamos tentar um tipo diferente de dano...”

Se afastando com uma pirueta para trás, Kaliel gingou para ganhar impulso, e, atingindo o inimigo apenas com a ponta dos pé, desferiu um chute extremamente veloz bem no queixo do demônio. E o resultado foi simplesmente devastador.

O chute de Kaliel, com velocidade impressionante e área de impacto mínima, teve um efeito retalhador.  A região do da mandíbula de Rasputin foi simplesmente cortada fora!!

-Aí está... – disse Kaliel ao encontrar o ponto fraco do inimigo.

Entretanto... Mesmo o rapaz tendo arrancado nada menos que um pedaço da cabeça do inimigo, Rasputin permanecia de pé... Além disso, ele nem sequer demonstrava sentir dor.
-O...O que ? – Desnecessário dizer o quão surpreso o irmão de Kamuiya ficou.

Rasputin andou calmamente até onde sua cabeça decepada havia caído. Ele  tocou com os pés descalços, e o pedaço decepado foi absorvido pelo seu corpo. Sua cabeça se regenerou logo em seguida.

- O seu corpo...Como eu imaginava... Você é um ser feito de um líquido viscoso! – concluiu Kaliel – Por isso tem formato humano... Você pode mudar de forma como quiser!
-Ara. Exato.
- Então esse é o seu poder do elemento água??
- Não, isso é apenas meu talento natural. Meu corpo é assim, pois essa é a minha natureza. – explicou Rasputin – Eu sou um demônio Ameba!

-... Então o seu poder é... – realmente ,apenas ter um corpo como uma gosma não explicava o tipo de dano que os socos de Rasputin provocavam.
- Elemento trevas... E o meu poder... – Rasputin partiu para cima de Kaliel – Porque não tenta descobrir, ara!?

O ex-paladino desferiu dezenas de socos em alta velocidade contra Kaliel. Suas mãos pareciam estar se esticando para fora das mangas do sobretudo a cada soco, o que era normal, já que o corpo do demônio era como uma gelatina. 

Com aquele tipo de corpo gelatinoso, Rasputin podia se mover bem rápido em superfícies lisas, o que explicava como ele subiu tantos andares do prédio tão depressa.
Após levar a seqüência de socos, a qual não conseguiu desviar, Kaliel foi arremessado par perto de uma janela. Depois de receber tantos golpes, o anjo enfim compreendeu o que eram aquelas feridas nele, e qual era o poder de Rasputin.
- Você... Você literalmente está me devorando! – enfim, o anjo ruivo entendeu o porquê do demônio que Rasputin abateu anteriormente ter um ferimento similar a uma mordida.
- Ara, correto! Mais precisamente, através do elemento trevas eu posso controlar enzimas, e absorver e me alimentar de qualquer matéria orgânica! – falou o monstro. – Por eu fazer meus inimigos morrerem lentamente enquanto ficam cobertos de sangue, eu costumava se conhecido como... Outono Vermelho!
esse é o tipo de dano que o ataque do rasputin causa xD

- Tch... – Kaliel levantou-se com certa dificuldade. – Com esses poderes, você vai ser um adversário complicado de se derrotar...

Rasputin ficou uns instantes em silêncio, como se estivesse chocado.
-Ara? O que disse? – perguntou ele – Você ainda acha que pode me derrotar? Mesmo após entender que seus ataques não afetam meu corpo e meus golpes o devoram aos poucos?
-Não é questão de achar, eu tenho que te derrotar e pronto. – disse o ruivo. – Eu preciso proteger o meu chefe.
-Ara..Você é um ótimo subordinado...
-Não sou um subordinado. Sou um funcionário. É diferente.
-Quis dizer que você é muito devotado ao seu líder.- Rasputin coçou o rosto, como o de costume.- Gostaria o que seria dessa devoção quando seu líder te abandonasse assim como o meu.
-Chefe, não líder.E eu não faço isso por devoção. Faço porque é o meu trabalho. É a minha responsabilidade. – explicou Kaliel – Não importa se o meu chefe não cumprir o seu dever, ou me ‘abandonar’ como você diz, ou qualquer coisa do tipo. Nesse caso, é ele que estará falhando como ‘chefe’. Enquanto eu continuar cumprindo meu trabalho corretamente, não tenho nada do que me arrepender.
-Ara... – Rasputin desabotoou o sobretudo, expondo seu corpo gelatinoso. – Com pensamentos assim, seria falta de educação da minha parte te matar sem usar minha força total... Prepare-se!
-Tch! – Kaliel mudou sua postura pra uma pose de batalha, mas dessa vez, Rasputin não atacou com um simples soco ou chute.
- ФАГОЦИТОЗ! (“Fagotsitoz” palavra russa  para “fagocitose”)

O corpo inteiro de Rasputin pareceu se tornar uma gosma por completo, saltando para fora de suas roupas na direção de Kaliel. A ‘gosma-rasputin’ , em um fração de segundo, envolveu completamente o corpo do anjo ruivo.
imaginem que seja só a parte que ele prende o cara kkk

Englobando Kaliel em uma velocidade surpreendente, o demônio rolou naquela forma de esfera, e chocou-se contra as janelas, despedaçando-as.

-Vamos cair de 13 andares... Mas não se preocupe... – falou o monstro. – Antes de atingirmos o chão, você já terá sido completamente absorvido e digerido pelas minhas enzimas!!

Aquela técnica de Rasputin era realmente terrível.  Em poucos segundos, não restariam nem os ossos de Kaliel. E o ex-paladino,que estava acostumado a ouvir aos gritos de suas vítimas dentro de si quando englobadas daquela forma, dessa vez estranhou ouvir que o irmão de Kamuiya ao invés de gritar e se debater estava apenas murmurando algumas palavras.
-Absolute Impact. Fire Edition.
imaginem isso vermelho kk
 Aquela foi a voz abafada que Rasputin conseguiu ouviu antes de uma imensa rajada de fogo devastadora explodir dentro dele e rasgar seu corpo no meio!!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Symphony 19 – Tunguska Event


Há algumas décadas atrás…

A derrota do Rei Demônio Satanel havia trazido uma era de grande prosperidade e esperança para os anjos. A OTAM, grupo recém formado por Tesla, após participar da destruição do Rei Demônio, sentiu-se encorajada a invadir um dos infernos.
E, sob a liderança do cientista mais brilhante do mundo e principado extremamente poderoso, Tesla, o pai de Lúcio, o grupo avançou para o Inferno do Norte.
As primeiras batalhas contra os demônios foram vencidas sem problemas, alias, com grande facilidade. Os principados assentaram uma base naquela região e continuaram a campanha contra os demônios daquela região. O Monarca Eudaimon que governava aquele continente, chamado Mammon, não havia se manifestado até agora. Parecia até que ele não se importava com a OTAM andando livremente por seu território. É claro que na verdade, o “Kaizer” Mammon, que atualmente atende pelo nome de Ivanovich, não estava indiferente quanto àquela invasão.
Ele estava extremamente satisfeito.

A OTAM invadindo aquele território... Não poderia acontecer coisa mais favorável o plano dele e de Legião, que já vinha sendo arquitetado há mais tempo do que qualquer um poderia imaginar.

E então, após a OTAM de Tesla exterminar praticamente todos os demônios daquele continente, finalmente eles se prepararam para o cerco o Palácio Tunguska, o covil de Ivanovich.
  
Aquela imponente construção, com mais de 2 mil metros de altura, podia ser vista facilmente há muitos quilômetros de distância, pois, exceto pela floresta que o circundava, aquela região toda era uma planície congelada . Entretanto, naquela estação do ano, o inverno era tão rigoroso que não se podia enxergar quase nada à frente, tão densa era a nevasca.
Foi ali, naquele deserto de gelo que se estendia por centenas de quilômetros e antecedia o palácio do Kaizer, que ocorreu a batalha final entre a OTAM de Tesla e os Paladinos de Mammon, que finalmente foram despachados para lutar.
Os principados só venceram por que Tesla estava lá. E, mesmo assim, eles foram forçados a recuar devido á nevasca, e não conseguiram terminar a luta contra os dois últimos paladinos, Anastacia e Rasputin, que também recuaram para o Tunguska, prometendo vingar os camaradas mortos na próxima batalha.

Entretanto, quando os dois chegaram em Tunguska...
pesquisem por 'evento de tunguska ' pra saberem  sobre isso xD
  Onde outrora havia um gigantesco palácio, agora existia uma área completamente devastada. Não havia indícios de uma explosão, nem uma cratera ou sequer destroços. Não havia nada.

- O palácio Tunguska... Sumiu?? – Rasputin perguntou-se estarrecido. – Quem fez isso??? Foi aquele maldito do Tes --  
- Não seja tolo, Rapsutin... Só existe uma criatura com poder de destruição tão supremo que não deixaria nem destroços...  – Anastacia estava tão chocada quanto o companheiro, mas por uma razão diferente. – O nosso Kaizer Mammon!
- Impossível? Foi o kaizer quem fez isso? Por que ele...
-Não sei o que ele está planejando... Mas uma coisa é certa...
-Sim... Nosso Kaizer...ele...
-Ele nos abandonou!
  
Não eram apenas os anjos que não sabiam nada sobre o desaparecimento de Mammon. Nem seus próprios paladinos faziam idéia de seu paradeiro, ou seus objetivos. O monarca do norte, como foi visto, passou anos escondido no subterrâneo, em um gigantesco sistema de cavernas que ocupava quase toda a extensão daquele continente, onde futuramente viria a se encontrar com o humano chamado Ivanovich, de quem o kaizer se apoderou do corpo e nome.
Após aquele episódio,  Rasputin e Anastacia  abandonaram o Inferno do Norte, refugiando-se nos outros infernos. Lá, eles eram constantemente perseguidos por outro demônios, mas essa vida de conflitos diários os deixou muitas vezes mais poderosos.

E agora...

Após os ex-paladinos de Mammon chegarem em San Sebastian destruindo nada menos que uma árvore dourada de Heather, que teoricamente deveria ter o tronco indestrutível, eles se concentraram em encontrar anjos incrivelmente fortes. O objetivo deles era derrotar os mais poderosos que conseguissem achar, dessa forma mostrando ao ex-Kaizer que foi um erro abandoná-los.


Rasputin, que usava roupas típicas do povo das atuais terras da OTAM, foi atrás de Kaliel, aparecendo de repente no beirada do edifício onde ele trabalhava.

-“O que aconteceu? Eu não pude ver nada...” – pensou o irmão mais velho de Kamuiya, enquanto o ex-paladino olhava fixamente para ele e coçava o rosto – “Haviam dois demônios tentando me atacar. Em um instante, eu derrubei um chutando um chifre nele, e quando me preparei para tacar o outro... Do nada ele pareceu ter sido mordido por uma criatura enorme, e esse cara esquisito estava aí.” – raciocinava o rapaz, tentando entender a situação. – “Como ele chegou aqui? Como ele derrotou o outro demônio tão rápido? ... E mais importante ... O que diabos é ele?”
-Ara? – Rasputin continuava coçando o rosto com um dedo, como uma criança curiosa. – Você parece confuso.
- Tch... – Kaliel resolveu descobrir tudo do jeito mais fácil. – Quem é você, afinal?
- Ara, perdoe minha falta de modos.  Sou Rasputin. – ele se curvou educadamente – E você, como se chama?
- Meu nome é Kaliel... – respondeu- Mas você sabe que não é isso o que eu quis dizer. O que é você? Um anjo ou um demônio?
- Ara, eu sou um demônio, pode apostar nisso.
- Como pensei... Bom, senhor Rasputin, você parece mais educado e racional do que esses monstros que eu estava lutando agora, então... -  O irmão de Kamuiya ajeitou a gravata – Se importa em ir embora, por favor? Eu não tenho interesse em lutar contra você...
-Ara? Isso é ótimo então. Eu também não tenho interesse em lutar contra. – falou o paladino – Eu achei que você fosse a fonte desse poder imenso... Mas parece que o verdadeiro anjo à qual essa energia pertence está atrás daquela porta...

E, andando tranquilamente como se Kaliel não estivesse ali, Rasputin avançou em direção ao gabinete do chefe, no outro extremo daquele imenso escritório.
Mas então...

Assim que Rasputin passou por ele, Kaliel segurou o inimigo pelo pulso, apertando-o com força na manga do sobretudo. O corpo do demônio por baixo da roupa era gelado e estranhamente macio... A sensação de estar apertando o pulso dele por cima da roupa, era como estar apertando um colchão de água. Não que isso importasse para Kaliel naquele momento.

- Ara?
- Desculpa, mas não posso deixar você entrar naquela sala.
- Por que? – Rasputin perguntou coçando o rosto com a outra mão.
- Meu chefe está terminando um trabalho lá... – respondeu Kaliel. – E eu preciso protegê-lo.
-Seu chefe é... Então você luta para proteger seu ‘líder’... Que interessante.
- O que foi? – apesar de Rasputin não ter olhos ou boca, Kaliel podia perceber pelo seu tom de voz, que o monstro que parecia indiferente a tudo, estava ligeiramente enraivecido.
-  Sabe, eu já tive um ‘chefe’... Eu fazia parte do grupo dos paladinos de Lord Mammon, e ele era tudo par nós... Um líder, um exemplo, nós o idolatrávamos, e faríamos tudo por ele...  – disse a criatura, lembrando-se de épocas passadas. – Mas um dia, ele simplesmente desapareceu e nos deixou para morrer nas mãos dos inimigos... Ele nos abandonou completamente.
- Olha... – disse Kaliel – Eu acho que você está me confundindo com alguém que se importa com isso.
- ... – Rasputin se calou. – Ara.
a cara do Rasputin no momento -q

- Bom, acho que não temos escolha...
- É... Ara.
 E então... Os dois finalmente trocaram golpes!!
 (que comece a porrada)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Symphony 18 – The two last comrades


Após uma árdua luta contra um demônio do inferno do oeste, Danyael e Rin finalmente estavam alcançando o seu objetivo de chegar a uma das árvores douradas, conjuradas por Heather para proteger o povo indefeso. O irmão de Kamuiya e a amada de Yoro estavam a menos de 100 metros de alcançar o refúgio, bastava seguir reto aquela rua, e nenhum demônio estava por perto.
Entretanto, quando os dois pensaram que finalmente poderiam respirar aliviados... Uma explosão destruiu completamente a árvore.
Aquela árvore, cujo tronco deveria ser resistente a praticamente tudo... Foi devastada em segundos!

É claro que ninguém notou isso, mas na hora da explosão, um enxame de insetos e uma gosma estranha irromperam com brutalidade do chão. Na verdade aquilo foi a explosão em si... A nuvem de moscas e a gosma, que de fato haviam destruído tudo, como em uma erupção violenta.
Aquilo foi obra de demônios. O resultado dos ataques combinados de dois monstros de elite. A mais fina nata do inferno.
Seus nomes eram Anastácia e Rasputin. Os últimos remanescentes dos paladinos que serviam a Ivanovich quando ele costumava se chamar Mammon, o monarca eudaimon do Norte. Demônios que a OTAM de Tesla não conseguiu exterminar.

 E, quando a fumaça se dissipou, Danyael e Rin puderam ver de longe o semblante de... Não duas bestas monstruosas, mas sim... Duas pessoas !?

Uma mulher de cabelos vermelhos e ondulados, com um vestido negro e um corpo curvilíneo, estava ao lado de um homem que usava roupas cinzentas típicas do norte, com um chapéu de pele.
- Então essa é San Sebstian, ara?? – perguntou Rasputin, inclinando a cabeça e coçando o queixo com o dedo indicador.
- É uma cidade bem bonita, não? – disse Anastácia, olhando o redor com olhos maliciosos. – Será uma pena destruir tudo isso...

E a 100 metros dali...

- S-são anjos?  Anjos que destruíram a arvore desu ka? – perguntou Rin, que após ser derrubada pela pressão do vento da explosão, correu para se esconder com Danyael atrás de um carro.
- Eu não sei! – da onde estavam não dava para ver que a mulher tinha asas de mosca, e o homem, pele bege cheia de bolhas.-  Mas, eles são inimigos!
- O que vamos fazer agora desu ka? – perguntou Rin assustada. – Eles explodiram a árvore em um instante!!
-E-eu não acho que posso derrotá-los! – Danyael engoliu seco.

De fato, Danyael não era páreo para nenhum daqueles dois inimigos. Vencer o monstro Khepra, que era apenas um guerreiro do inferno do oeste, já foi uma tarefa dificílima, e aqueles demônios que surgiram agora eram Paladinos, os mais poderosos abaixo dos próprios Monarcas Eudaimon. Não que o irmão de Kamuiya soubesse disso, mas ele podia ver que aqueles dois estavam em um nível totalmente diferente de todos os demônios que já haviam atacado aquela cidade.

-Temos que sair daqui, eles vão nos notar... – murmurou Rin.
-Mas, se corrermos, eles vão nos alcançar em um segundo! – disse Danyael. – Duvido que possamos fugir deles.
-Kusoo...- Rin falou um palavrão na antiga língua de Ashihara. – É arriscado, mas só consigo pensar em um jeito de sair daqui!
- O... o quê?
- Você vai ter que confiar em mim... – a garota pegou uma pedra no chão, e quebrou o vidro da janela daquele carro.

...

- Ara. Eu ouvi dizer que essas árvores eram refúgios pros humanos se esconderem, e que tinha grupos de anjos protegendo elas. – Rasputin examinava todo o ambiente ao redor com seu olhar, enquanto cutucava o queixo com o dedo compulsivamente. – Os anjos de hoje estão tão fracos assim?
- Acho que a morte do Rei Demônio Satanel os fez ficar relaxados... – Anastacia riu entre os dentes.
- Me pergunto se tem anjos mais fortes do que isso. – o homem se agachou perto de um cadáver. – Não viemos aqui para brincar de matar, você sabe...

Naquele momento, um carro que até então estava parado a 100 metros  dos demônios, acelerou cantando pneu, e  dando um cavalo de pau girou 180 graus, partindo em alta velocidade na direção contrária de Anastácia e Rasputin.
-Ara?  Parece que temos um bom motorista fugindo aí...
-“Uma boa motorista.” É uma mulher humana. – corrigiu Anastácia. - Já tinha percebido a muito tempo, tinha uma jovenzinha e um criança anjo escondidos por perto...
- Bom, ignore-os. Não temos tempo a perder com isso. Temos algo maior para fazer aqui.
- Sim. Vamos exterminar os anjos mais poderosos que encontrarmos... – a mulher riu.- Para provar a Lord Mammon que foi um erro nos abandonar!!

E então, fechando os olhos, os dois ex-paladinos se concentraram em rastrear energia. Não era um rastreamento como o de um principado, que podia até identificar uma pessoa conhecido pela energia, mas demônios eram capazes de sentir o poder emanando dos corpos dos anjos, dessa forma, localizando-os e medindo seu nível de força.
Apenas alguns segundos depois, Rasputin abriu os olhos animado.
- Eu encontrei! – exclamou ele, partindo em direção ao sul de San Sebastian. – Achei a energia de alguém impressionante!
- Ah, homens, sempre tão apressados... – Anastacia suspirou enquanto o companheiro se afastava rapidamente. – Bom, eu também achei uma pessoa interessante... Mas eu vou preparar algo bem divertido antes! <3

...

Enquanto isso, na zona sul de San Sebastian...

Um grupo de três demônios alados se aproximava voando de um certo prédio.

-Vocês estão sentido isso? – Um deles, um peixe voador que possuía um imenso chifre entre os olhos, parecia ser o chefe daquele bando. - Tem uma energia imensa se aglomerando nesse lugar!
-Certamente, não é qualquer um! - falou um dos peixes ‘menores’ – Temos que agir juntos ara eliminá-lo!

O grupo de monstros voou até o décimo terceiro andar daquele prédio. Era de lá que vinha aquela energia imensa. Os demônios ficaram pairando ao redor da estrutura, tentando enxergar algo através das imensas janelas, que iam do chão ao teto. Entretanto, elas eram espelhadas, e os monstros não puderam ver o que se passava lá dentro.  Os peixes alados deram mais uma volta ao redor do prédio, até que enfim decidiram atacar.

- Ao meu sinal. – O líder se afastou das janelas do prédio, conjurando um pequeno tornado ao redor do chifre. – Eu vou abrir caminho para dentro do lugar, e vocês me seguem!

Os outros peixes se afastaram, preparando-se para seguir o líder assim que ele avançasse para dentro do prédio. E o peixe maior disparou na direção das janelas, com seu chifre de turbilhão em riste.
Entretanto, assim que tocou o vidro...

No exato instante em que cabeça do demônio quebrou a vidraça, um pé veio ao seu encontro. O monstro foi derrotado na hora, por aquele fortíssimo chute, que quase abriu um buraco na sua cabeça. E enquanto o corpo do monstro caía em direção à rua, seu chifre que foi quebrado pelo chute rolava aos pés de Kaliel.
- Vão embora se não quiserem terminar como ele... – disse o irmão mais velho de Kamuiya. – Se fugirem, eu não vou segui-los.
-D-DESGRAÇADO! – Os demônios, obviamente, avançaram na direção do rapaz, que estava na beira daquela janela quebrada.
- Não, ninguém vai entrar aqui...

Kaliel jogou o pedaço quebrado do chifre do peixe maior para a frente, e deu lhe um chute com toda a força. O chifre passou pela da janela, e atingiu um dos demônios, derrotando-o antes mesmo que ele pudesse se aproximar do prédio.
Logo após derrotar o segundo monstro, Kaliel virou-se para ver se havia algum objeto sem grande valor no escritório, que ele podia usar para chutar contra aquele demônio também. Entretanto, ele não conseguiu se decidir , e achou melhor derrubar o inimigo ele mesmo, como fez com o primeiro.
Porém, algo estava errado... Naquele tempo em que Kaliel ficou de costas, o último peixe já deveria ter alcançado o prédio...
Kaliel virou-se, e teve uma surpresa. O demônio alado se debatia ainda no ar. Em sua cabeça havia um ferimento que parecia uma mordida, que lhe arrancou um grande pedaço de sua carne.
E de pé na beirada da janela...

-Você perdeu sua chance... – disse uma figura humanóide que vestia roupas cinzentas e tinha a pele amarela e cheia de bolhas. Ele virou-se pra Kaliel, cutucando o rosto com um dedo e inclinando a cabeça. – Esse anjo é meu.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Symphony 17 – Broken Security


Apesar de Danyael ter conseguido decapitar o terrível demônio Khepra, o oponente era tão forte que conseguiu sobreviver mesmo sem a cabeça! Tudo estaria perdido se não fosse por Rin, que pegou um caminhão-tanque abandonado, e salvou o irmão de Kamuiya atropelando o monstro. E além disso, a garota, desprezada pelo inimigo por ser uma simples humana, explodiu aquele caminhão cheio de combustível, destruindo o desprezível demônio de uma vez por todas!
  
-Caraca... Você é louca... – disse Danyael,que foi derrubado e arremessado junto com  garota, mesmo estando longe da explosão. – Tu explodiu mesmo um caminhão pra matar ele!!
-Sim desu nee! – Rin sorriu como se aquilo não tivesse sido nada demais.
- Como você conseguiu fazer isso?! – perguntou o menino, ainda impressionado.
- Ué, eu sou a motorista do Imperador Byakki-sama, desu ne!É normal que eu saiba dirigir qualquer coisa... – explicou a grota – E fazer ligação direta também, apesar de que o motorista daquele caminhão deve ter fugido tão desesperado que deixou a chave ali mesmo.
-Quem diria que você era alguém importante... – Danyael se levantou com dificuldade, e ajudou Rin a levantar também. – Vamos, agora falta pouco para chega na árvore dourada!
- Não, desu ne! Danyael-kun está sem forças! Se aparecer mais algum demônio no caminho, você vai perder!
-Droga...Então o que faremos?
-Essa explosão deve ter espantado os monstros que estavam por perto... – disse Rin – Por isso, temos tempo de procurar alguma quitanda ou loja de conveniências, para você comer alguma coisa e se recuperar antes de seguirmos caminho!
- V-você pensa em tudo...
- Apenas convivo com as pessoas certas desu ne! – Rin lembrou-se de Helena e Sean comendo na escola para recuperar suas energias.

E então, eles começaram a caminhar com cuidado, espreitando pelas casas e lojas destruídas daquelas vizinhanças. De fato, não havia nenhum demônio por perto, e logo eles encontraram uma padaria. Na pressa da fuga, os comerciantes abandonaram as lojas, deixando tudo aberto.
-Rin...Desculpa... – Danyael murmurou enquanto comia um pão doce com a garota, escondidos atrás do balcão da loja – Você quem teve que derrotar o demônio... Eu acabei sendo um inútil.
-... Tá brincando né? Você cortou a cabeça do monstro! – disse Rin. – Senão, eu nunca teria o atropelado!
-É verdade né... – Danyael se animou um pouco. – O azar foi que ele era um bicho que vive sem a cabeça...
- Haha, você é incrível. Na sua idade, o Yoro-kun só sabia usar o Wind Punch... – Rin sorriu – Parece que sua família toda é incrível...
- Minha família toda... Então você conhece o meu irmão mais velho Kaliel também?
-Sim desu ne! – O mais velho dos irmãos ruivos havia participado da batalha de Hill 400 com os protagonistas.
-Kaliel...Eu mudei de cidade quando tinha 5 anos então não me lembro direito dele... – o caçula pensou alto. – Onde será que ele está agora?

...


-Onde meu irmão está? – perguntou-se um rapaz de cabelos vermelhos, e roupas sociais – Não faço a menor idéia...

Aquele homem de 23 anos, cujo cabelo sempre se bagunçava no caminho do trabalho, ficando com uma franja caída por cima de um olho, se chamava Kaliel. O mais velho dos irmãos de Kamuiya, naquele momento estava em um escritório, mais especificamente no décimo terceiro andar prédio de uma grande empresa, ao sul de San Sebastian. E, à sua frente, o homem que era seu chefe.

-Por isso estou dizendo que você não precisa ficar aqui... – disse o chefe
-O senhor também tem família. Uma esposa e um filho. – respondeu Kaliel.
- Eles dois sabem se cuidar sozinhos..eu confio na força deles. – falou o homem.
- Digo o mesmo. Meu irmão Kamuiya consegue se virar até melhor do que eu, senhor. – continuou Kaliel. – E minha mãe e irmão caçula estão muito distantes, em outra cidade.
- Certo, certo... – o homem enfim consentiu. – Me lembre de dar um aumento bem gordo depois dessa...
- Não vejo necessidade. Só estou fazendo meu trabalho como diretor auxiliar. É meu trabalho oferecer suporte a todas as atividades do chefe, e mesmo na situação atual, se ele ainda tem um trabalho para completar aqui, não tenho razões para deixar a empresa... – Kaliel realmente parecia não se importar com o fato da cidade estar sendo atacada por demônios. – Senhor.

O chefe sorriu de leve, dando as costas para Kaliel. Ele pegou um copo de água gelada no bebedouro próximo, tomou tudo de uma vez, e depois suspirou, como se estivesse se preparando para aquela misteriosa tarefa difícil que tinha para cumprir.
- Bom...Não sei quanto tempo pode levar... Mas, ficarei completamente indefeso enquanto me concentro nessa tarefa que pode ser um diferencial nesta guerra!! -  disse o chefe, entrando em sua sala particular. – Os demônios certamente sentirão a minha energia então... Conto com você para me proteger!!
E então, desobedecendo as ordens de Heather de saírem pela cidade e derrotarem os demônios mais poderosos, Kaliel permaneceu no escritório protegendo o chefe, que planejava algo que poderia mudar o rumo daquela batalha!
E, Kaliel e seu chefe não eram os únicos anjos profissionais que não seguiram a estratégia planejada por Heather.

...

Em um tradicional bairro da zona norte de San Sebastian, estava situado o maior e mais moderno hospital daquela cidade. Aquele prédio,que ocupada uma área de 17mil metros quadrados, fora construído com o que havia de mais moderno no campo de arquitetura e engenharia hospitalar.
rs xD
Entretanto, não importava o quão moderno e bem estruturado aquele hospital fosse... Ele não estava a salvo dos ataques de demônios.
Visando garantir a saúde e a segurança dos pacientes que ali estavam internados, toda a frota das ambulâncias se mobilizou para transferir os internos para a árvore dourada mais próxima. Entretanto, havia um problema.
Por ser o maior hospital de San Sebastian, os pacientes de estado clínico mais grave e delicado, eram todos enviados para lá. Os pacientes que estavam na CTI e UTI daquele hospital não podiam ser simplesmente transferidos para uma das árvores de Heather de qualquer jeito.
A direção do hospital, após várias discussões, já estava quase decidida a abandonar aqueles pacientes, para evitar que ocorressem perdas maiores. Afinal, aquilo era uma guerra, e a medicina de guerra visa salvar o maior número de vidas que for possível.
Contudo, uma das médicas, que apesar de geralmente ser quieta e antissocial, teve uma idéia melhor. Os pacientes normais eram levados às arvores conforme o planejado, junto com um quarto da equipe de médicos. Outro quarto da equipe estava responsável em continuar o tratamento dos pacientes em estado grave, que permaneciam no CTI e UTI. E, os dos quartos restantes eram encarregados de transferir o material e o maquinário necessário para montar um centro cirúrgico dentro de uma das árvores. É claro que mesmo com a força, inteligência e habilidade dos anjos, seria um processo demorado transferir aquilo tudo de máquinas e criar um ambiente hospitalar dentro de uma árvore. Os pacientes que permaneceram no hospital, e a própria equipe que tratava deles estavam em risco, uma vez que normalmente um anjo médico não era tão forte, com poderes mais voltados para a cura do que para luta. Qualquer demônio que atacasse ali faria um estrago enorme.
Mas, segundo aquela médica antissocial, um tanto quanto sombria, que não se enturmava e que até chegava a inspirar um certo medo nos pacientes, isso não era um problema. Ela garantiu que conseguiria proteger o hospital enquanto o maquinário era transferido.
Seu nome era Quione de Ethos.

Enquanto Quione estivesse ali, aquele hospital era o lugar mais seguro do país.

...

E, falando em segurança, parecia que a ‘jornada’ de Danyael e Rin para uma das árvores douradas finalmente havia terminado.
-Eu estou vendo árvore Rin... – disse Danyael. – É impressionante...
- Sim desu ne! – respondeu garota – Como esperado de Heather-sama!

No fim de uma extensa rua, uma Hesperides Tree crescia no meio de uma praça. Bastava continuava seguindo aquela rua, que logo eles alcançariam seu objetivo. Danyel não chegou a comer o suficiente (apesar de estar carregando duas sacolas cheias de doces) para se recuperar a ponto de conseguir lutar de novo, mas pelo menos conseguia correr. Não havia nem sinal de demônios por perto. O grupo de estudantes que protegia aquela árvore havia limpado a área. Era só uma reta até chegar á salvação.
- Estamos quase Rin! – comemorou o groto.
-Vamos conseguir desu nee!!
E então, quando estavam a apenas 100 metros da árvore...

De repente, uma violenta explosão destruiu completamente a Hesperides Tree. Aquela árvore, que deveria ser quase indestrutível, foi reduzida a pedaços de madeira e folhas. Além disso, não foi uma simples explosão, como uma bomba ou chamas por exemplo... Parecia que a explosão veio de baixo da terra, como uma erupção.
- O...O QUÊ??? – Mesmo estando a 100 metros, Rin foi derrubada pela explosão. – A ARVORE EXPLODIU DESU KA???
 - NÃO! NÃO FOI UMAS EXPLOSÃO... FOI O GOLPE DE ALGUÉM! – disse Danyael – VEJA!!

Conforme a poeira foi baixando, a silhueta de duas pessoas pôde ser vista.

E, naquele mesmo instante, do outro lado da cidade, um homem de terno branco que até então fumava seu charuto despreocupadamente, se surpreendeu.
- Essa energia... Só podem ser eles dois. Nossa, há quanto tempo não vejo esses camaradas... – Ivanovich suspirou, olhando para a direção onde a explosão havia ocorrido – Os meus antigos paladinos, da época em que eu era um Kaizer Eudaimon... 
Sobre os destroços da arvore de destruída e os corpos da inúmeras pessoas que morreram naquela explosão, estava uma mulher de cabelos ruivos ondulados e corpo voluptuoso,que possuía asas de mosca, e um homem com uma pele estranha cheia de bolhas, vestindo uma tradicional roupa do norte e um chapéu de pele.
  
- Os demônios da mais alta elite do Inferno do Norte, os únicos que a OTAM de Tesla não foi capaz de derrotar... Anastácia e Rasputin!!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Symphony 16 – The Scum


Há alguns instantes atrás, o demônio Khepra usou um poderoso golpe de lama que arremessou Danyael através das casas para a rua do outro lado do quarteirão.
GTA SA novamente quebrando galho pra vcs visualizarem melhor em que tipo de rua tá acontecendo a luta kkk
 Mesmo tendo caído tão longe do inimigo, o monstro, em seu acesso de raiva, gritava com Rin tão alto que o ruivo pode ouvir de onde estava.

“- Eu odeio vermes como você, que não percebem o quão insignificantes são! Você é uma humana! Uma humana de merda! Eu posso facilmente te esmagar ou te fazer em pedaços!! Vocês humanos não servem pra nada, a não ser, pra serem devorados por nós!! – berrou o monstro. - Vocês acham que os anjos protegem os humanos pro bondade, mas eles só não querem que vocês se tornem alimento pra nos deixar mais fortes! No final é tudo isso que os humanos são!Comida! Vocês existem para encher a nossa barriga! Esse é o propósito da existência de vocês!  Os humanos não são nada além disso!  Nada! – Khepra continuou gritando, em seu acesso de fúria - Os humanos são insignificantes! Você é insignificante!  Você nasceu para que eu possa te devorar agora!  Será que agora você entendeu isso??”

As pessoas são diferentes. Logo, as motivações que elas encontram para lutar, a determinação de onde elas tiram forças, também é diferente. Influenciado pelo irmão Kamuiya, que só consegue lutar a sério quando é pra proteger as pessoas que lhe eram importantes, Danyael também acreditava que sua força vinha para ‘proteger’.
Entretanto, ao ouvir aquelas palavras cruéis do desprezível inimigo, o jovem anjo percebeu que estava errado. A sua determinação não era para ‘proteger’. A força real de Danyael se manifestava para... Acabar com desgraçados de merda como aquele.
prometo que dpois melhoro essa imagem

- RUOOOOOOOO!! – Gritava o demônio, que teve o braço decepado – MALDITOOOOOOO!!
O monstro avançou contra Danyael, destruindo o poste onde ele estava equilibrado. O garoto pulou antes de ser atingido pelo punho do adversário, e conseguiu cortar mais alguns dos dedos de Khepra com suas pipas retalhadoras.
Quando foi arremessado anteriormente, Danyael teve a sorte de cair em frente a uma loja que vendia pipas e linhas, comuns naquela região da cidade, uma vez que tal brincadeira era muito popular nos subúrbios de San Sebastian. Para Danyael, entretanto, pipas não eram simples brinquedos. Com sua habilidade de manipular correntes de ar, ele podia controlar elas com tanta precisão e força, que as pipas se tornavam como foices, perfurando o inimigo com a vareta da ponta e cortando com as laterais, e as rabiolas eram como correntes de lâminas.
ele ataca tipo assim -q

Com aquele pode de corte, o garoto conseguia ferir Khepra até mesmo nas regiões cobertas com a carapaça. Além disso, o alcance do garoto estava muito aumentado, embora quanto mais ‘linha’ ele desse, menos ‘afiadas’ aquelas armas ficavam . Na distância em que se encontrava, Danyel conseguia causar danos razoáveis em Khepra e se esquivar de seus contra-ataques. 
- Verme desgraçado... Atacando de longe ... – Grunhiu o monstro – Não pense que vai fugir pra sempre!

Khepra abriu a boca. Danyael sabia o que estava por vir, era o mesmo ataque da bola de lama de antes. Reunindo aquela secreção que escorria de seu corpo com terra úmida, o demônio disparou aquela imensa esfera na direção de Danyael, que ficava ainda maior a medida que avançava, unido-se à sujeira presente no chão. O ataque era maior até mesmo que o corpo de Khepra... Se Danyael fosse atingido por ele de novo, não importava sua força de vontade, ele seria derrotado.
Mas, dessa vez... O pequeno irmão de Kmuiya não ia ficar parado e receber o golpe. Apesar de que ele não deveria ser capaz de desviar... Com as pipas em mãos, a história era diferente. Elas não eram apenas armas... Danyael também podia usá-la como um planador improvisado para voar!
  
É claro que não era como a grande pipa de asa delta do garoto, mas foi o suficiente para ele levantar voô e passar por cima da bola de lama.
-Consegui! – O garoto ficou aliviado, pois não sabia se aquilo ia funcionar.
Entretanto, ao olhar para baixo...
- QUERO VER ESCAPAR DISSO AGORA!

Khepra não havia simplesmente disparado a bola. Ele a atirou, e saiu correndo atrás dela. Como bola de lama era maior do que o monstro, Danyael não pôde ver que ele se aproximava também, na mesma velocidade, e agora que o garoto havia voado pro cima do ataque, Khepra a parou fincando suas garras nela. E, girando o corpo com toda a sua força, atirou a bola de lama de volta contra o adversário.
- Filho da... – O efeito do vôo de Danyael já estava passando.
O garoto não tinha como desviar daquele ataque. Também não podia defende-lo. Logo, a púnica opção era...

-PAPERSLASH!

Usando a própria força da gravidade a seu favor, Danyael despencou em direção à esfera suja, desferindo golpes rápidos com suas pipas em uma velocidade extrema. Segurando-as perto do cabresto, a velocidade e o poder de ataque eram maximizados.
berserker barrage x!!!
  Os cortes em alta velocidade rasgaram atrás da esfera de lama. O golpe de Khepra foi decomposto pelo ataque de Danyael, que conseguiu sair ileso! E além disso, o fato de Khepra ter se posicionado bem abaixo do garoto para atirar a lama foi extremamente favorável ao anjo... Danyael acabou caindo em cima de sua nuca, a área mais desprotegida de todas.
O irmão de Kamuiya não perdeu tempo. Aquela seria a chance de ouro, uma oportunidade única... Ele não hesitou nem desperdiçou nenhum segundo.
- PAPEEER... – Danyael reuniu toda a energia de vento que inda lhe restava. – SLAAAAASH!
eu ia por outra imagem de referência mas depois da ultima me deu saudade desse jogo kkk
A cabeça de Khepra saiu voando. O garoto conseguiu decapitar aquele grotesco monstro com seu último ataque. O garoto caiu em seguida, junto com o corpo do demônio. As suas pipas estavam quebradas depois daquele ataque, e seu corpo, todo dolorido, mas ainda assim, Danyael tinha vencido.
- Rin... – o menino levantou-se cambaleando, olhando pra a garota que se encolhia em um canto da calçada a uma distância segura. – Eu consegui! Eu derrotei ele!
- C-CUIDADO! – gritou a garota. – ELE AINDA NÃO...

De repente, Danyael foi atingido por um soco, que o arremessou para perto de Rin. Ele imediatamente virou-se para trás, para ver quem o tinha atingido, e qual não foi a sua surpresa e espanto ao se deparar com o próprio Khepra, que pesar de estar sem cabeça, continuava vivo!!
- SEU MERDA...NÃO ME SUBESTIME... – A criatura falou, diretamente pelas cordas vocais. A cada palavra dita, um jorro daquele líquido nojento saía do buraco de sua garganta decepada. – AS BARATAS PODEM VIVER MUITO TEMPO SEM A CABEÇA!

Khepra deu um soco no asfalto, abrindo uma cratera. Obviamente, ele estava atacando às cegas.
- Ele não está nos enxergando... Você ainda tem chance de derrotá-lo, desu ne! – disse Rin
- N-não dá... As minhas pipas quebraram, e meu corpo tá todo ferido, eu nem consigo me mover direito... – respondeu o ruivo. – Eu to completamente sem energia...
-Se esforce! Eu sei que você consegue! -  a garota o encorajou, enquanto o demônio continuava a dar golpes a esmo – Você tem energia infinita! Você é um blend!
- Um blend??
-Sim desu ne! Essa marca na sua mão, você é que nem o Kamuiya!
- É né... – disse o garoto olhando para o punho. – O Kamuiya tem essas tatuagens, eu achei legal e desenhei em mim com canetinha! – passando o dedo por cima, uma parte do suposto ‘selo do demônio’ desapareceu. – Mas, o que é um blend??
Rin ficou muda por um instante.

-“Não acredito... Então ele era só um anjo normal mesmo??” –  A menina se levantou , com os olhos arregalados. – “Nesse caso... Não tem como ele vencer! Se isso continuar assim, nós vamos...”
-Rin, o que você está...? -  Danyael percebeu a expressão estranha nos olhos da garota.

E foi então que Rin deu as costas para o menino, e saiu correndo de volta para a direção onde direção.
-RIN! AONDE VOCÊ ESTA INDO??
Sem dar ouvidos, a garota continuou correndo o mais rápido que pôde, dobrando a esquina para a esquerda.
Ver a garota fugindo foi um choque pra Danyael. Ele se lembrou das palavras ditas por ela, antes deles saírem da escola.
“- Acho que o mínimo que posso fazer para agradecer então é confiar na sua força e não sair correndo em pânico quando algum demônios nos tacar, desu ne!! XP”
- Ela...me abandonou... – ele murmurou, antes de ser atingido por um soco do demônio.
Khepra havia demorado, mas enfim se acostumou a localizar o inimigo apenas sentindo a energia Elemental dele. Embora ele tivesse dificuldades para localizar Danyael, que estava com pouquíssima energia sobrando, o monstro conseguiu dar um soco tão forte que o arremessou para o meio do cruzamento das ruas, não sem antes destruir uma placa daquela esquina.
-Dr...droga... – Danyael já estava com dificuldades para se levantar
- AH, PARECE QUE AQUELA HUMANA QUE VOCÊ FEZ TUDO PARA PROTEGER FUGIU DESESPERADA E TE ABANDONOU PARA MORRER, NÃÕ É? – o monstro andou lentamente na direção de Danyael. – É O QUE EU FALEI! HUMANOS SÃO A RAÇA MAIS INSIGNIFICANTE DE TODAS! NÃO PASSAM DE MERDA... DE PEDAÇOS DE LIXO! – E ele ergueu o braço para dar o golpe final em Danyael. – LIXO!!!
Por estar sem cabeça, Khepra, apesar de conseguir saber a localização de Danyael pela energia, não pôde ouvir o barulho de rodas se aproximando pela esquerda, nem ver aquele imenso caminhão-tanque vindo em alta velocidade na sua direção, muito menos notar que a motorista que saltou pela porta no último instante era aquela garota humana que ele tanto desprezava.
E assim, Rin atropelou o demônio com aquele caminhão enorme!!

O veículo acertou o monstro em cheio, prensando-o contra o prédio da esquina do outro lado da rua. Rin, que havia saltado antes da batida e rolado pelo asfalto se machucando toda, não havia fugido... Ela apenas se lembrou de ter visto aquele caminhão abandonado no caminho por onde veio, e o usou para salvar Danyael!
-RIN! VOCÊ NÃO FUGIU! – exclamou Danyael
-Isso é um agradecimento por ter me protegido, desu ne!! – disse a menina, ajudando o irmão de Kamuiya a se levantar. – Agora temos que nos afastar!!

-PENSA QUE VAI ME DERROTAR COM ISSO, HUMANA DE MERDA? – Khepra começou a dar socos contra o caminhão, na tentativa de destruí-lo para poder se desprender, pois ainda estava prensado pelo veículo. – LIXO! VOCÊ NÃO PODE ME PARAR! VOCÊ É SÓ UM PEDAÇO DE MERDA! UMA HUMANA INSIGNIFICANTE! INSIGNIFICANTE!!!
- Toma cuidado. – disse Rin, com um olhar inocente. – Vai explodir desu ne!

A garota tirou de sua yukata o isqueiro que ela levava consigo para acender os cachimbos de Byakki, pois o imperador sempre esquecia o dele. E, se afastando com Danyael o máximo que pode, ela atirou o isqueiro aceso contra o combustível que vazava do imenso tanque do caminhão.
Khepra não tinha mais nariz para sentir o cheiro da gasolina... Nem olhos para ver o clarão das chamas se espalhando... Nem ouvidos para ouvir o barulho daquela violenta explosão...
Mas seu corpo ainda podia sentir a dor de ser carbonizado vivo...
- MAAAALDITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!
  
E foi assim que aquele poderoso demônio do inferno foi derrotado por uma humana insignificante.